Chefes de tecnologia dos bancos mostram-se empolgados com inteligência artificial generativa

CIOs dizem que tecnologia tem potencial de causar uma verdadeira revolução no setor e que seu ritmo de adoção tem sido incrivelmente rápido

Os chefes de tecnologia (CIO, na sigla em inglês) dos grandes bancos brasileiros estão empolgados com a adoção da inteligência artificial generativa, como é o caso do ChatGPT. Em painel no Febraban Tech, eles comentaram que essa tecnologia tem potencial de causar uma verdadeira revolução no setor e que seu ritmo de adoção tem sido incrivelmente rápido.

“Com a IA generativa, a criatividade surge com o lado técnico, é muito fácil de usar. Até então o uso de novas tecnologias exigia um ‘hard skill’ muito pesado para ter domínio. Agora, com o uso de linguagem natural, tudo é mais fácil”, comentou Edilson Reis, do Bradesco. “Ela vai desde a estrutura dos bancos, passando pelos consumidores, dados de inteligência, é uma gama enorme de possibilidades de usos. No foco com o relacionamento com cliente, as possibilidades de hiper-personalização ganham uma dimensão enorme”, afirmou Adriana Salgueiro, da Caixa.

Para Christian Flemming, do BTG Pactual, a IA generativa é como um copiloto, sempre tendo o ser humano no papel de capitão. “A inovação, na essência, sai da criatividade do ser humano, mas ganhamos um aliado extremamente poderoso para aliviar a rotina do ser humano e permitir que ele gaste mais tempo pensando no que realmente faz diferença.”

Para Reis, ainda existem questões a serem superadas no uso da IA generativa, incluindo temas éticos e de privacidade, mas muito provavelmente é um caminho sem volta. “Daqui a uns anos as próximas gerações não vão acreditar que, para fazermos tudo, tínhamos de abrir um aplicativo e clicar em um monte de botões. Estamos entrando em uma era em que é mais importante saber fazer as perguntas certas do que saber a resposta”, comentou.

Luis Bittencourt, do Santander, concorda que a IA generativa vai “mudar o jogo” e diz que é preciso abraçar essa tecnologia. Segundo ele, com essa ferramenta, times pequenos de tecnologia vão conseguir fazer coisas incríveis, que antes demandavam centenas, milhares de desenvolvedores.

Ricardo Guerra, do Itaú, comentou que, com outras tecnologias, o time de TI do banco tinha de apresentá-las para as outras áreas e convencê-las dos benefícios. Já com a IA generativa, pessoas de todas as áreas estão se engajando por contra própria. “É até difícil conseguir enxergar onde dá para ir.”

Fonte: Chefes de tecnologia dos bancos mostram-se empolgados com inteligência artificial generativa | Finanças | Valor Econômico (globo.com)
Foto: Steve Johnson/Unsplash

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